O Hiperorgânicos 12 propõe um espaço de experimentação transdisciplinar que une arte, ciência e pensamento crítico em torno das relações entre o biológico e o digital. Em formato de Simpósio e Laboratório Aberto (OpenLab), o evento reúne artistas, cientistas e pensadores do Brasil e do exterior para explorar o papel dos microbiomas na criação artística e na reflexão sobre práticas sustentáveis, novas sensibilidades ecológicas e metodologias biotelemáticas.
Inspirado na poética do invisível, o Hiperorgânicos 12 investiga o que escapa aos sentidos, o imperceptível que habita corpos, ecossistemas e tecnologias, como território especulativo para novas estéticas, narrativas e epistemologias. O evento promove uma abordagem regenerativa das tecnologias, articulando saberes humanos e não-humanos em torno da arte como campo expandido e agente de transformação.
O Hiperorgânicos é uma idealização do Núcleo de Arte e Novos Organismos – NANO/UFRJ, coordenado pelos artistas e pesquisadores Guto Nóbrega e Malu Fragoso.
Ao longo de seus doze anos de existência, o Hiperorgânicos tem se afirmado como um verdadeiro celeiro de experimentação. Embora nasça no contexto acadêmico, o OpenLab subverte os paradigmas tradicionais de pesquisa ao privilegiar o processo, a invenção e o encontro. Em diálogo com o público, o evento propõe um espaço onde cada participante é convidado a se abrir para uma investigação sensível e coletiva, em que o saber se faz pela escuta e pela experiência.
O tema Microbiomas Poéticos nos convida, durante três dias, a voltar nossos sentidos para as relações micro e macro que habitam o cotidiano, conexões invisíveis que atravessam corpos, ambientes e tecnologias. É um mergulho entre o caos e o cosmos, em busca de novas perspectivas para um mundo em crise, onde imaginar e criar tornam-se gestos regenerativos.
4 a 6 de Novembro, das 10h às 21h
O laboratório aberto consiste em encontro imersivo durante a manhã e a tarde, entre artistas-pesquisadores e o público. Possui caráter artístico, natureza acadêmico-investigativa e escopo biotelemático, articulado através de videoconferência e servidor de dados para processos artísticos articulados local e remotamente.
Tem por objetivo, através de metodologia dialógica e processual, o intercâmbio de experimentos em baixa e alta tecnologias de ponta, com foco na construção de um modelo hiperorgânico, que integre em seu corpo práticas da hibridação, robótica, sonorização, visualização de dados, performance e arquitetura.
A partir destas atividades os participantes do Hiperorgânicos são convidados a explorar conceitos e experimentações através de processos e trocas abertas. Ao final de cada dia de OpenLab os artistas são convidados a apresentarem resultados de suas investigações.
10h – Abertura do OpenLab
14h-17h – Encaminhamento das imagens para Vídeo Mapping
19h – Início projeções
21h30 – Encerramento do dia
10h – 2º dia do OpenLab
10h-13h – Oficina “Duas formas arcaicas de fiar” com Javiera Asenjo
19h – Início das projeções
21h30 – Encerramento do dia
9h – Abertura do dia
10h-13h – Oficina “Punto Cruz x Relatos Interespecies” de Maria José
12h – Intervalo para almoço
13h – Exibição de filmes e vídeos
15h – Sessão de Encerramento do OpenLab: Reflexão coletiva e considerações finais
17h – Painel Final do OpenLab: Artistas compartilham os resultados do laboratório com pesquisadores do Simpósio
19h-21h Festa de encerramento do OpenLab. Artistas compartilham os resultados do OpenLab. Projeções de imagens, mapping e performances na área externa.
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10h-21h – Exibição de imagens e vídeos no VIDEOWALL
7 de Novembro, das 10h às 19h
Proposto como fórum de discussão para reflexão do tema proposto, o Simpósio tem o intuito de estimular a produção de conhecimento através de uma visão plural, amparada, sobretudo, na sua reverberação com as práticas artísticas. O simpósio busca ser propulsor de um conhecimento vivo, permeado pelos ruídos, investigação especulativa, inovação e o fluxo dinâmico das redes.
Mediação: Ana Cecília Mac Dowell
Participantes: Lena Becerra, Maira Froes e Ana Cecília Mac Dowell
Mediação: Javiera Asenjo
Participantes: Yasmine Ostendorf-Rodríguez, Paz Marin, Sabina Simon
Práticas colaborativas e suas reverberações territoriais, a partir de processos de residência e imersão artística.
Mediador: Artur Cabral (Fundação Itaú)
Palestrantes: Leonardo Moraes e Francisca Caporali
Mediação: Marina Fraga
Participantes: Ana Clara Mattoso, Nair Gramajo, Rubens Takamine
Mediação: Clara Acioli
Participantes: Ana Laura Cantera, María José Besoain, Augustina Rinaldi
Pesquisadora e curadora especializada em arte, ciência e tecnologia, natural de Buenos Aires, Argentina. Sua pesquisa aborda estudos filosóficos pós-humanistas e novos materialismos, propondo experiências expositivas híbridas entre o natural e o artificial, o humano e o não humano. Desenvolveu projetos para instituições como Fundação Andreani, Centro Cultural Kirchner, Casa Nacional do Bicentenário, ArtLab e Decentraland, entre outras.
Hiperecologías situadas: operaciones tecnopoéticas para un posthumanismo del presente
Palestrante
Ana Clara Mattoso é escritora, roteirista, pesquisadora e artista visual. Provocando fricções entre palavra e imagem, sua prática se desdobra em vídeos, instalações, filmes e escritos especulativos. Lançou em 2023 seu primeiro livro de ficção especulativa “Terra viva no avesso do mar”, publicado pela editora Urutau. Em sua pesquisa, se interessa pelas interseções entre ecocrítica e cinema, mobilizando a feitura documental enquanto uma forma de fabular territórios. Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pelo PPGCA – UFF, é doutoranda em Tecnologias da Comunicação e Estéticas pela UFRJ, onde investiga a irrupção de seres fronteiriços no cinema contemporâneo latino-americano diante das crises do Antropoceno. Participa da plataforma Territórios Sensíveis produzindo oficinas, filmes e obras junto aos pescadores de comunidades da Baía de Guanabara afetadas pela crise climática.
Palestrante
Artista transmídia, pesquisadora e docente de pós-graduação. Doutora em Artes e Tecnoestéticas e Mestre em Artes Eletrônicas pela Universidad Nacional de Tres de Febrero, e Licenciada em Artes Visuais pela Universidad Nacional de las Artes (Argentina). Dirige o BIONUMA – Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento em Biopoéticas e Novos Materiais da UNTREF e leciona na Especialização em Sociologia do Design da Universidad de Buenos Aires. Exibiu obras em diversos países das Américas, Europa e Ásia.
Camila Leite é artista visual multimídia, seus trabalhos permeiam pelo videoarte e videomapping, ilustração, pintura, escultura e artesanatos. Experimentadora, gosta de explorar diversas possibilidades visuais que integram o mundo material com o virtual.
Gosta de explorar as relações com a natureza e simbolismos a partir de experimentos com fluídos e experimentos sonoros.
Sob a Pele
Professora Doutora no Departamento de Artes Visuais da Universidade de São Paulo (USP), onde co-coordena o grupo de pesquisa Realidades. Ex-diretora do Programa de Artes Tecnoéticas do Roy Ascott Studio (Xangai), é Doutora em Artes (ECA USP/Planetary Collegium, Reino Unido) e realizou pós-doutorado Fulbright no Art|Sci Center da UCLA. Sua pesquisa explora interseções entre arte, ciência e tecnologia, com foco em dinâmicas informacionais, ecologias-como-cosmologias e visualização da informação. Participa de eventos internacionais como ISEA e SIGGRAPH.
Fluxo Particulado
Ana Cecilia (Cila) MacDowell é artista-pesquisadora e professora de Escultura na EBA-UFRJ desde 2013. Doutora em Poéticas Interdisciplinares (PPGAV/UFRJ), Mestre em Arte e Tecnologia (UnB) e especializada em Escultura pela Tyler School of Art (EUA), investiga relações entre corpo, imagem e som em performances audiovisuais.
Rodrigo Foti é timpanista solista da Orquestra Sinfônica Brasileira desde 2007 e referência na percussão sinfônica e camerística no Brasil. Atuou como solista em concertos de Pierre Thilloy e Viet Cuong, e integra grupos como PIAP e Quarteto Dínamo. Professor e intérprete premiado, tem interesse especial em música antiga, contemporânea e audiovisual, colaborando em performances com Cila MacDowell.
Circuito Recombinante Plasmídeo
Clara Acioli é designer, artista e pesquisadora com interesse nas interseções do design e da arte com a biologia, focando nas experimentações materiais e nas relações multiespécies. Faz doutorado em Design na PUC-Rio; tem especialização em Fabricação Digital, Têxteis e Biologia pelo programa Fabricademy (São Paulo/Barcelona), e graduação em Design de Produto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente investiga e experimenta oportunidades de simpoieses – fazer-com – outros seres vivos, como fungos e bactérias. Seus trabalhos se desdobram em vídeo, fotografia, texto, artefatos e processos de design, instalações e oficinas.
Bioluminescências
Gabi Bandeira, 34 anos, é artista, pesquisadora, educadora e produtora. Criada em uma colônia de pescadores artesanais em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, desenvolve uma prática artística múltipla que abrange audiovisual, fotografia, cerâmica e desenho. Suas pesquisas exploram as influências de ações territorializadas e comunitárias nas artes, articulando linguagem e território como potência criativa.
É bacharel em Artes pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre em Estudos dos Processos Artísticos pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA/UFF) e atualmente doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAV/UFRJ).
Testemunho
Helena Guimarães é designer de moda e artista-pesquisadora, formada pela Universidade de Lisboa, onde atuou em pesquisas com biomateriais aplicados à moda. Hoje investiga, nas artes visuais, a poética do reparo e do vazio como campo de transformação e sublimação. Seu trabalho aborda os biomateriais como “cola”, onde o gesto de unir transforma ausências em novas formas de existência
Remendo
Jackson Cardoso Leite é graduando em Artes Visuais – Escultura pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Atua como pesquisador bolsista no NANO – Núcleo de Arte e Novos Organismos e integra o coletivo artístico Endosymbiosis. Sua pesquisa se articula em práticas coletivas em arte-ciência-tecnologia com implicações na subjetividade, cultura, política, semiótica, etc.
Cartografias Sensoriais: Fenomenologias da Percepção Sintrópica
Javiera Asenjo Muñoz, artista visual e tecelã, chilena.Atualmente é mestranda em Poética Interdisciplinar na Escola de Belas Artes da UFRJ.Dedica-se à pesquisa das tradições têxteis latino-americanas, entendendo o têxtil como uma tecnologia que nos permite conectar com memórias ancestrais e espaços de cuidado comunitário.
Laboratorio das Linhas
Nascido em São Paulo (1983), vive e trabalha entre Rio de Janeiro e Santa Catarina. Artista, programador e hacker autodidata, desenvolve pesquisas em arte contemporânea e tecnologia. Doutorando em Poéticas Interdisciplinares na Escola de Belas Artes da UFRJ, investiga o funcionamento de máquinas e dispositivos, realizando desmontagens, remontagens e hackeamentos para criar objetos híbridos e processos experimentais.
Em sua poética, busca desvirtuar o uso convencional das tecnologias, atribuindo-lhes novas funcionalidades e sentidos, em contraponto ao aceleracionismo contemporâneo. Suas obras articulam saberes ancestrais e avanços tecnológicos recentes, explorando modos alternativos de percepção e interação. Atualmente dedica-se à criação de próteses e vestíveis que capturam dados ambientais e os traduzem em estímulos sensoriais, ampliando a experiência dos usuários-participantes.
Natureza Cinética
Julien Bellanger é artista sonoro interessado nas múltiplas dimensões da ressonância — musical, acústica, material, física, social, política, memorial e simbólica. Sua prática envolve criação sonora, gravações de campo, entrevistas, vox pops e ficções experimentais que exploram vibrações, ondas e movimentos como formas de relação e escuta.
Partindo do conceito amplo de ressonância, Bellanger investiga como tempo, espaço e distância criam condições para conexões sensíveis e sociais. Suas proposições buscam abrir “espaços e tempos liberados”, autônomos e livres das imposições cotidianas, onde novas formas de escuta e coexistência possam emergir.
Resonance
Kika Motta (Rio de Janeiro, 1981) é artista, pesquisadora, terapeuta corporal e esquizoanalista. Mestra em Linguagens Visuais e graduada em Artes Visuais/Escultura pela EBA-UFRJ, formou-se em dança contemporânea na Escola Angel Vianna e frequentou a EAV Parque Lage. Atua entre performance, escultura, vídeo, instalação e som, pesquisando biomateriais e relações simpoiéticas entre humanos e não humanos.
Pintura multiespécie
Lena Becerra (n. 1994) é uma artista ítalo-argentina formada em Artes Visuais pela Universidade Nacional de La Plata e especializada em Novas Mídias, Instalação e Escultura na Santa Reparata International School of Art (Florença). Cria ecossistemas organizados que fundem o sinistro e o sublime, explorando redes sociais e camadas sensíveis do xenofeminismo. Recebeu prêmios e bolsas em instituições da Austrália, Alemanha e Espanha, e expôs em diversos países da Europa e América do Sul.
Entramado cartilaginoso
Professor Associado do Departamento de Arte Corporal da Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ, responsável pelas disciplinas de Música dos cursos de Dança. Doutor em Artes Cênicas pela UNIRIO, Mestre em Engenharia Mecânica (acústica) pela COPPE-UFRJ, Bacharel em Física pela UFRJ e Técnico em Regência pela Escola de Música Villa-Lobos. Músico e pesquisador nas áreas de performance, arte e tecnologia, acústica, audiovisual e educação. Líder do Grupo de Pesquisa Partitura Encenada.
Encontro CAOS-LOGO
Lorennys Perez: Artista, Dançarina e Coreografa Venezuelana, Formada na UFRJ – Bacharelado em Dança e cursando 6to período no curso Engenharia de Software na Estácio. Linha de Pesquisa: Corpo, dados e Tecnologia, Explora as relações entre dança e tecnologia, questionando os limites do corpo e da cena. Voluntaria do projeto de pesquisa Partitura Encenada, desenvolvendo um dispositivo que transforma os movimentos do corpo em música. Diretora artística da Performance Gambiarra Dec00dificando anomal11as, que propõe um espaço de deslocamento e reinvenção. Amante da realidade virtual, com forte capacidade analítica e interesse em soluções inovadoras de software, inteligência artificial e Dados.
Dec00dificando Anomal11as
Palestrante
Maira Fróes é doutora em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com pós-doutorado pelo Collège de France, Paris. É professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, Maira explora a interface entre neurobiologia de sistemas e epistemologia. Coordenadora do Complexo de Laboratórios de Métodos Avançados e Epistemologia, Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, e Vice-Diretora do Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também apresentadora TEDx e Salzburg Global Fellow.
É arquiteta e mestre em Arquitetura da Paisagem pela Pontificia Universidad Católica de Chile. Atua como professora no Laboratório Transdisciplinar da Universidad Austral de Chile e é co-diretora do Laboratório de Biomateriais de Valdivia (LABVA).
Por meio do LABVA, tem se dedicado ao biodesign, explorando novas materialidades e questionando a cultura material por meio da biofabricação. Sua pesquisa concentra-se no desenvolvimento e difusão de biomateriais, promovendo autonomia e soberania material nos territórios.
Com o intuito de tornar visível o movimento latino-americano de biomateriais, fundou a Biopolimérica, Encontro Latino-Americano de Biodesign e Biomateriais, que tem fortalecido redes de cuidado e colaboração entre projetos do Sul Global.
Microbiota Hiperorgánica
Artista multidisciplinar brasileiro navegando entre arte, design e tecnologias emergentes. Mestre pela UFRJ, cria instalações imersivas que combinam visualização de dados, realidades virtuais e padrões orgânicos. Sua pesquisa abraça biomimética, inteligência artificial e mundos virtuais, tecendo experiências onde algoritmos generativos revelam conexões poéticas entre natureza, tecnologia e presença humana.
MYCELIUM DREAMS
Pesquisadorx, cineasta e curadorx da Patagônia Argentina. Publicou Teoría Queer y Estudios Cyborg (UNCa) e possui diplomaturas em Corporeidade e Tecno-narrativas (UBA) e Preservação Audiovisual (Sociedade pelo Patrimônio Audiovisual de Buenos Aires). Desde 2019, dirige Producciones Invertidas, plataforma de cinema antiextrativista. Desenvolve projetos sobre mineração espacial e curadoria de ciclos como Ríos Voladores. Sua instalação N4D4+1R Nada más un río foi selecionada para o salão Cosecharás tu Ciencia (Museu Evita, 2025).
Microbianas antiextractivas
Paz Marina (1987, Santiago, Chile) é artista exploradora e pesquisadora cujo trabalho investiga corporalidade, memória e território, com interesse especial na criação e pesquisa de práticas artísticas colaborativas. Integra a coletânea Saltamontes, desenvolvendo o projeto Memorias como ríos, que explora derivações e camadas de memória, e a coletânea La Salvaja, voltada à educação artística em prisões femininas, buscando articular arte, comunidade e território por meio de experiências coletivas e reflexivas.
Radio Ballena
Rachell Rosa (Campos dos Goytacazes, 1999) é atriz, performer, arte-educadora e produtora cultural, graduanda em Teatro pelo IFFluminense. Integra o Grupo Erosão de teatro e artes visuais desde 2019 e participou de diversos espetáculos de rua e projetos de video-performance, oficinas e extensão socioeducativa. Atua em pesquisa em artes integradas e socioambientais.
Mariana Moraes é artista transdisciplinar e produtora cultural, especializada em Arte e Filosofia pela PUC-Rio. Integra escrita poética e práticas visuais em performances, video-poemas e instalações, participando de exposições e espetáculos como Invento o Cais e A Convivência é uma Ilha. Faz parte do Grupo Erosão há três anos e possui experiência em performances nacionais e internacionais.
coRpos d’água: ficções de um território em fluxo
Palestrante
Rubens Takamine (São Paulo, 1993), vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil. É artista, pesquisador de imagens e de cheiros, professor e curador autônomo. É doutorando em Comunicação e Cultura pelo PPGCOM-ECO-UFRJ e mestre em Poéticas Interdisciplinares pelo PPGAV-EBA-UFRJ. Relações entre arte e ecologias inspiram suas práticas, que costumam emergir de danças com plantas, pedras, pessoas, barro e objetos em desuso. Através da conexão com a matéria vibrátil, aborda questões relacionadas à impermanência e ciclicidade dos sistemas vitais, questionando o excepcionalismo humano nas bases do pensamento ocidental. Atualmente, é diretor artístico do programa xow.rumi da residência internacional CAPACETE.
Palestrante
Sabina Simon é pesquisadora em arte-ciência, com foco no que uma gota d’água representa para um mundo fragilizado. De origem catalã, com ateliê em Barcelona e Maricá-RJ desde 2015, é idealizadora e diretora do AderivaLab, espaço de criação de projetos art-sci de forma a ampliar diálogos com e para a água no Brasil.
Hoje, é doutoranda em História das Ciências, Técnicas e Epistemologia (HCTE-UFRJ, 2024-), Mestra em Estudos Contemporâneos das Artes (IAC-UFF, 2022), e licenciada em Artes, Design e Fotografia em Barcelona e Nova Iorque. No Brasil faz parte de vários GTs com foco na mediação afetiva com o meio ambiente, tem participado em conferências internacionais e conta com exposições no Chile, Brasil, EEUU, Espanha, Portugal e Áustria, entre outros.
Artista-pesquisadora, Doutora em Estudos Contemporâneos das Artes pela UFF (2024) com estágio doutoral na Universidade de Gotemburgo (Suécia), Mestre em Artes Visuais pela UFRJ (2019) e Bacharel em Imagem e Som pela UFSCar (2017). Vinculada ao BrisaLAB/UFF, investiga a fermentação como fenômeno físico e metafórico, articulando práticas sensoriais em contextos de crise climática e social por meio da fotografia, do audiovisual e da performance. Desde 2013, atua entre direção de fotografia, roteiro e edição, participando de exposições, residências e colaborações no Brasil e no exterior.
Imagens em uma caixa quente e úmida
Palestrante
Yasmine Ostendorf-Rodríguez é fundadora e diretora da Green Art Lab Alliance (2012), rede de sessenta organizações artísticas na Europa, América Latina, Caribe e Ásia dedicada à justiça social e ambiental. Fundou e dirigiu o Nature Research Department (2017), o Van Eyck Food Lab (2018) e o Future Materials Bank (2020), banco de dados colaborativo de materiais sustentáveis. Curadora e escritora em residência em diversas instituições internacionais, organiza festivais de arte alimentar e grupos de leitura. Mycófila, investiga modelos colaborativos e de auto-organização inspirados em micologia. É autora do livro Let’s Become Fungal! Mycelium Teachings and the Arts, publicado pela Valiz e traduzido para vários idiomas.
Com produção do NANO – Núcleo de Arte e Novos Organismos (EBA/UFRJ), o Hiperorgânicos 12 conta com o apoio do Espaço Cultural Futuros (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro), que sediará o OpenLab e o Simpósio.
O evento conta ainda com a parceria da Meta Gallery, dirigida pelo curador Byron Mendes, que receberá atividades paralelas no Centro do Rio, ampliando o diálogo entre pesquisa artística e circuito cultural local e internacional.
O Hiperorgânicos 12 conta também com o apoio institucional da Fundação Itaú e do Centro de Letras e Artes da UFRJ (CLA/UFRJ), fortalecendo sua dimensão de pesquisa acadêmica e formação em arte, ciência e tecnologia.
Utilize o aplicativo Moovit, que informa como chegar de transporte público ao local, a partir de sua localização inicial.
Disponível para dispositivos móveis Android e IOS.
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro – RJ, 22220-040, Brasil.
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E-mail: nanolab@eba.ufrj.br